Deixando o texto fluir

9.8.18

Estou aqui depois de ter jantado — e precisei fazer um chá de boldo, pois comi ou em excesso ou muito rápido e pra variar um pouquinho, me deu dor de estômago (já estou melhor, se alguém se perguntar, rs) — com minha xícara de chá, e estava pensando no que poderia escrever para o BAEDA (que, não me leve a mal, não sei se vou conseguir concluir com aquele tanto de post que eu disse que queria fazer, mas ok) de hoje. Pensei em responder tag/meme; ou resgatar algum texto que já estava nos rascunhos aqui do próprio blog, quando uma montanha de coisas começou a passar pela minha cabeça e quase tive um ataque de ansiedade.

Então me dei conta de uma coisa que eu faço sempre — e me incomoda profundamente, mas por alguma razão não consigo mudar isso em mim, até agora... —: é tentar criar um título antes de fazer meu post. Eu tento criar algo sem nem ter pensado nele ainda, e eu sei que isso é um traço bem forte da minha ansiedade. Acabei notando também que sou uma pessoa calculista. Sim, exatamente, sou calculista. Parece ser algo muito ruim, um defeito terrível que alguém pode ter, porém, no meu caso (e só posso falar por mim mesma, né), sei que é involuntário e que faço isso na ânsia de criar as coisas o mais perfeitas possíveis. Aí já se pode notar outro ponto: eu tento ser o mais perfeita possível nas coisas que faço e, evidentemente, não consigo bons resultados, já que penso demais antecipadamente e quero controlar tudo de uma maneira irritantemente perfeita, que acaba nem saindo boa.

Então, nesse meio tempo entre jantar e fazer o meu chá, eu comecei a ler alguns posts da Maki, do Desancorando. E num deles ela fala como consegue escreve tanto. É justamente uma pergunta que eu me faço sempre: como ela, e algumas outras moças dos blogs, conseguem escrever tanto e eu não? 
(taí outro erro: querer me comparar com os outros, mas enfim…)
Cada pedaço que eu lia do texto dela (juntamente com outros posts que acabei lendo depois) eu ia percebendo que 1) penso demais no que quero escrever; 2) de início já quero sair editando o texto todo; 3) calculo que tipo de post quero fazer — se é grande, pequeno, médio, com imagens ou sem etc. — antes mesmo de escrever algo no editor; 4) penso exatamente como vou escrever, se o português tá correto ou é muito coloquial (sendo que na hora isso nem é exatamente importante); e por último, mas não menos preocupante, 5) fico achando que não posso pontuar demais tal coisa, que tem que ser assim ou assado, pois é a maneira "correta". Enfim, uma série de ações despropositadas que só me fazem ter mais ansiedade e não conseguir produzir com a essência de me fazer entender. 

Na verdade verdadeira, o meu problema nem é só com a escrita em si, mas acho que teria que destrinchar muito mais para poder abordar o assunto para outras coisas da vida, então nesse texto ficaremos só com a parte da escrita mesmo, rs. 

Pra você ver como minha cabeça pensa tão rápido e tudo de uma vez, nesse tempo de perceber todos esses problemas também já comecei pensar em algumas soluções (pontuando que não quero que sejam soluções rápidas nem exatas). Mas calma que pelo menos isso eu vou fazer um pouco num tempo mais normal e ir aos poucos acrescentando os hábitos na minha vida. 

Algumas respostas aos itens problemáticos que eu pensei:

  1. Tentar vir ao editor com uma ideia do que quer escrever, mas deixar que minha cabeça se expresse sozinha, e não ficar doidona com um emaranhado de coisas na cabeça.
  2. Editar o texto só depois de finalizado. Pois não há necessidade de ir aos poucos, já que assim também perco mais tempo.
  3. Mais ou menos como o primeiro item: deixar fluir, sem ficar pensando no tamanho do texto. Pois o quanto se escreve não é diretamente proporcional a qualidade dele.
  4. De novo: let it flow. Não dá pra ficar pensando em norma culta quando o que eu faço aqui é escrever de coração. Se não tudo pode sair mecânico demais, deixando meus textos com cara de programado, o que não é meu propósito.
  5. Não tem maneira correta de se escrever um texto de coração. É simplesmente querer expressar algo e, mais uma vez (é repetitivo porque todos os tópicos se ligam, no fim das contas) deixar as palavras surgirem como devem surgir: espontâneas. 


A coisa mais curiosa de tudo isso, é que venho refletindo em como me relaciono com a escrita desde que escrevi esse post aqui; em como o que eu compartilhei nele, me representou melhor do que qualquer outro post que eu tenha escrito neste blog. Por isso eu andei pensando tanto em apagar vários posts e começar de novo. Calma, eu não farei isso, pois cheguei a conclusão que não é essa a resposta, sair apagando toda a história que construí aqui, mas sim em querer melhorar (com os projetos de soluções acima) para que daqui pra frente eu me sinta muito melhor com relação a minha escrita; e como encaro o exercício de escrever para compartilhar todos os pensamentos e sentimentos que estão aqui dentro, que penso que posso muito bem por pra fora, pois esse é meu intuito desde que criei esse diário virtual.

Acabei que nem coloquei isso nessas respostas que podem me incentivar, mas decidi que vou usar o tal do Google Docs para me ajudar. Não é um problema dos mais graves, todavia é algo a se trabalhar também, que são os posts sendo feitos sempre no rascunho do próprio blogger. A plataforma é boa, só que eu me sinto meio que forçada a criar sempre que vejo a interface dele ali. Também acho que terei mais liberdade e, ao mesmo tempo, mais "controle" da escrita criativa, deixando os textos armazenados nesses documentos que o Google oferece.


Como disse mais no começo do post, não é só nesse aspecto da escrita que vou tentar melhorar minha ansiedade. Tudo meio que tem uma ligação e um propósito, mas penso que é melhor separar os assuntos, assim consigo abordar melhor cada partezinha do que quero tentar evoluir em minha pessoa.
Então logo mais virei com esse tipo de assunto de novo, contando como farei nas outras áreas da minha vida. ;)

Um comentário:

  1. Você acabou de me descrever todinha! Tanto que vivo voltando nos posts antigos e editando porque vejo erros mesmo sabendo que passei por cinco revisões antes de apertar o publicar.
    Na real, faço isso até com meu caderno da faculdade: anoto a lápis durante a aula, passo a limpo depois em casa e quando vou estudar pra prova reescrevo tudo.

    Me senti menos sozinha, quase aquele gostei de você porque eu "estava cansada de ser louca assim sozinha".

    Vou tentar seguir suas dicas e aí te conto se deu certo.
    Abraços,
    Nanda
    Not to disappear

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Responderei assim que puder ;)

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