julie azevedo
Dos anos 80. Tenho este blog há 11 anos, porque sempre amei escrever. Leio muitos livros, coleciono canecas e meu vicio atual é fazer skincare. Por aqui, tudo acontece devagar.

Oi, sumida

...lembrou que tem blog? 
Nem sei por onde começar. senta, que lá vem textão 

É estranho estar escrevendo algo depois de dois meses sem nem esboçar algum texto — não tentei escrever nada depois do último post. Eu queria poder dizer que minha ausência foi porque estava muito produtiva na vida real, fazendo minhas coisas tudo, lendo muito e assistindo muita coisa, que por isso nem tive tempo de parar e escrever algo contando como foram as últimas semanas. Mas não foi nada disso.

O que ainda tem acontecido por aqui é a pandemia. Estamos há quase um ano trancados em casa, com quase nada de interação social (digo quase, pois vimos dois amigos e minha mãe e irmã, já conto melhor sobre isso), então estamos como estávamos há uns meses: cansados de não poder fazer nada, de não poder sair e não poder relaxar um pouco.

Então, isso é muito sobre nós aqui como família — eu, meu marido e nossa gata, Fiona —, mas quero registrar um pouco o que houve mais no campo da Julie, sem ter que envolver muito as outras pessoas.

acervo pessoal

Por onde começo? 

Talvez dizendo que iniciei o ano com vontade de escrever mais, só que logo passou. Também o fato de que não tenho tido a menor vontade de ficar na internet — mesmo que ainda entre e role as timelines das redes sociais, porém isso é mais questão de mau hábito do que querer realmente ficar passeando por elas — somando com estresse e preocupação que, percebe-se, todo mundo está; num estado de nervos a flor da pele por conta de tanta coisa ruim que acontece e a gente não consegue controlar…

Apesar disso, como pincelei, uma ou outra vez recebemos amigos aqui (um de cada vez) e fomos ver como minha mãe e irmã estavam se adaptando ao apê delas — que por sorte fica aqui perto de casa. Com todo o cuidado sim, pode deixar. A gente não tem socializado muito mais que isso, pois sabemos da gravidade da situação.


No começo de fevereiro minha mãe e irmã se mudaram para cá, São Paulo, e tivemos que ajudar em algumas coisas. Mesmo que a mudança não tenha sido nossa, como a gente se envolve, sempre tem as preocupações em resolver o que tem que resolver; aquilo da "vida de adulto”. Por esse motivo eu li muito pouco em fevereiro (digo, do que eu estava esperando ler), só que não tenho do que reclamar — por enquanto — em relação às leituras porque está até indo bem, ou pelo menos do que eu espero que seja o “bom” (isso daria assunto para se abordar. Quem sabe mais pra frente?).

Até falei que pretendia fazer uma retrospectiva literária de 2020, só que por vários motivos não escrevi e nem sei se vai acontecer. Nessa altura do campeonato acho que não vale muito a pena.
Entretanto pretendo me dedicar a algum post sobre livros no futuro próximo. Então ainda há esperanças nessa categoria, hehe. 

Acabei fazendo quase nada de planos para o ano; pensei em algumas coisas que gostaria de fazer, porém tudo muito com o pé atrás, sem expectativas, sem esperar alguma coisa; não dá para se ter muito mais esperança de nada a ser feito. Então olhando assim, tem coisas que eu sei que já nem vão virar algo concreto, e no fim, tá tudo bem. Já aceitei essas situações...

Mas uma das vontades para esse ano é (re)começar meu canal. Coloquei o “re” ali porque ao mesmo tempo que é começar algo novo é continuar com o projeto, já que eu já tenho um que abandonei por não estar mais a fim de continuar com ele como era. Então é o mesmo lugar, o mesmo http, mas não é o mesmo canal de antes. O nome mudou, não é mais um canal literário, nem eu me considero mais uma booktuber; também não sou youtuber, muito menos produtora de conteúdo. Já entendi o que é ser desse meio e desisti de precisar me rotular para fazer algo na internet. Sou só uma pessoa que faz as coisas: leio, escrevo, farei vídeos, e tudo isso é simplesmente por querer registrar, compartilhar publicamente. Não tenho pretensões financeiras com esses projetos (blog, canal, conta do Instagram), são só um meio em que posso registrar virtualmente o/do que eu gosto. Isso vale para esse bloguinho aqui também e/ou qualquer outra coisa que envolva internet que eu queira inventar de começar. Tenho que parar de achar que preciso de nicho específico em cada projeto que crio, porque não tenho nenhuma obrigação com isso, at all. O que eu faço aqui, no Instagram e quero fazer a partir de agora no meu canal, é simplesmente escrever/gravar/mostrar qualquer coisa que me dê vontade.

Confesso que sim, ainda treino um pouco para parar de pensar “o que eles querem ver”, e direcionar principalmente em “o que estou com vontade de gravar sobre?”. Não significa que recusarei sugestões, porém sempre pensando em primeiro lugar o que pretendo/tenho vontade de fazer e se caso algo que for sugerido me agradar, faço com todo o prazer.

Uma relação que pode não agradar a todo mundo, mas é assim que as coisas vão operar a partir de agora. É simplesmente o que eu faço nesse espaço aqui. Conto, falo sobre o que sinto, só quero transferir isso para outro modo de comunicação porque às vezes é mais fácil falar do que escrever, e pelo motivo de que gosto muito de conversar por meio dos vídeos.


Bem, isso é o que tem passado pela minha cabeça nesses últimos meses — desde 2020 inteiro, mas tampouco deixam de ser pensamentos recentes.
Enfim, tenho isso nada cabeça há um bom tempo, tem muito mais de onde veio, só que se eu for elaborar cada coisinha ficaria muito (mais) longo e complexo do que acho que consigo expor aqui (deixemos isso para uma futura terapia, rs).

Então finalizando esse assunto de internet/redes sociais: não tenho tido paciência com Twitter; no Instagram me dá um pouco de preguiça de aparecer; a falta de inspiração me afastou um pouco do blog, e o canal virá quando eu tiver certeza de querer aparecer, embora eu tenha vontade de contar/mostrar algumas coisas em texto e em vídeo, ainda não tenho grande segurança em querer mostrar minha cara em uma tela; sempre tenho que ter meu próprio tempo para as coisas e mais do que nunca, tenho aprendido e respeitado isso em mim nos últimos tempos.

O que tenho feito bastante é escrever no meu journal, aí acaba que fico sem aparecer por aqui por não encontrar um jeito de escrever que não seja tão íntimo ou particular. Escrevo de um jeito diferente lá, pois eu realmente coloco todos os sentimentos e pensamentos como eles vêm, como eles surgem de uma vez. Diferente de publicar, em que eu dou uma polida nas palavras para não soarem agressivas ou reveladoras demais.

De qualquer forma, sempre estou escrevendo algo ou pensando muito sobre muita coisa. E claro, lendo muito também, não só livros, mas textos que me parecem interessantes e que possam me ensinar sobre as coisas, me fazem refletir mais e mais sobre a vida para eu aprender sobre mim e o mundo.


Sei que eu nem precisaria dar satisfação de sumiço nem nada, só que a verdade é que eu estou mais me explicando para meu próprio blog que para um público, sabe?
Ele como uma entidade viva por onde me comunico merece que abra a janela para entrar claridade e tire toda essa poeira e um pouco das teias de aranha que surgiram. O coitado não ficava tão desalentado há certo tempo, então ele merece que haja algo escrito que diga “oi, eu ainda estou aqui viu, ainda gosto muito muito de você, amizade assim de 10 anos não se abandona fácil, é só que eu não tive mais inspiração”, então está aqui meu pedido de desculpas pela ausência.

Devo estar soando meio doida falando como se o blog fosse uma pessoa, né? mas é meio assim que eu sinto ele às vezes (nem tente entender). E correndo o risco, também, desse texto ser mais do mesmo daqueles que escrevo, escrevo, escrevo e tudo ainda sai meio confuso e/ou repetitivo — isso que dá ficar tempo sem escrever, tudo começa a se acumular na cabeça... Desculpe por isso.

Torço para que a vontade de compartilhar volte mais forte, pois tenho tido ideias de várias coisas que quero contar e me dedicar em produzir, só que algo tem me travado e não descobri claramente o que é. Contudo acredito que logo algo deve surgir novamente e venho trazer mais postzinhos, e em algum momento futuro, os vídeos. 
Assim espero.
J.

Comentários

  1. O que dizer de uma pessoa que ficou 1 ano inteiro sem postar no blog e volta do nada? A única coisa que consegui escrever lá foi: e daí do nada voltei a mexer aqui. 1 ano depois. 1 tanto de coisa depois. Nem sei por onde começar. Vou ali comentar nos blogs que eu gosto e já volto. Bêjo. hahahahah.

    A pandemia realmente bagunçou a rotina de todos e acaba que ficamos mais quietos, sem grandes novidades, sem muitos estimulos. Voltar com o blog dá uma animada a voltar a tirar fotos, escrever sobre qualquer coisa que a gente tenha vontade, sem grandes pretenções, just for the sake of creativity (e passar o tempo).

    Bem vinda de volta!

    Bêjo.

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    1. Às vezes uma pausa maior é necessária, Gabius.
      E quando a gente volta dá uma sensação boa, num é? Obrigada por vir aqui comentar.
      ;)

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  2. bem vinda de novo a "blogoesfera", esse planeta perdido nos confins do universo.
    Só posso dizer isso, sem sugestão!

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  3. Esse afastamento e isolamento dão a impressão que tudo ficou em suspenso, mas não, tudo em constante mutação. Bom retorno ao blog e a melhor constatação de todas: não se prenda a nichos, a obrigações, se "prenda" a sua essência, que o resto vem ao seu tempo.

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    1. Ah sim, a gente tem muitas mudanças por tanta coisa acontecendo, temos que nos adaptar né?
      Obrigada pelo comentário ;)

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  4. Eu também tenho me sentido assim, sem paciência para as redes sociais ~ estou praticamente só no instagram, mas mesmo assim tenho ficado cada vez menos por lá (e tenho tido pouco interesse em acompanhar as pessoas também). Essa sensação de começar projetos/ideias e ficar empacada também é uma constante por aqui... que época confusa, né? Aproveitando para focar nas pequenas coisas que podem fazer a minha rotina mais eficiente/prazerosa.

    Um abraço (e força pra gente!).
    :)

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    1. Uau, Camila, nunca imaginei que você comentaria no meu blog hehe
      Mas é bem isso né? A gente tá se sentindo estranha porque é uma situação tão péssima, mas que nos tirou de uma zona de conforto e temos que nos adaptar ao dia a dia de uma forma diferente que às vezes cansa, irrita, e o sentimento de querer voltar a como era antes é muito forte.
      Vamos indo conforme dá, rs. Força pra gente ;)

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  5. Acho que quem pertence á bloguesfera por longo tempo meio que, depois do choque do ano passado, a loucura e resistencia meio que está voltando pra cá pra acalmar os animos... Sou uma delas o/
    Ainda tá tudo muito confuso pra todo mundo mas é isso que tem pra hoje e temos que trabalhar com o que tem, né?
    Espero voltar para ler mais posts 'realzões' hahaha

    Beijão,
    Bela
    A Bela, não a Fera

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    1. Verdade, Bela. Tudo anda tão confuso, mas a gente faz o que dá com o que tem, na situação que permite né? hehe
      Pode deixar que farei mais posts vida real haha
      ;)

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